#Entrevista - P.P.F. Simões

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Hey pessoal, aproveitaram o feriado? Hoje trago para vocês mais uma entrevista, vamos conhecer um pouco sobre o P.P.F. Simões autor do livro Ordem e Progresso.







Poderia se apresentar e falar um pouco sobre o seu livro para os leitores do Blog?
Sou P.P.F. Simões, escritor do romance Ordem e Progresso. O meu livro se passa na São Paulo atual quando uma recém-formada em seu curso superior de pós-graduação é contratada por um instituído falido que pertence ao governo. Ao mesmo instante, milhares de imigrantes começam a aparecer pelo território brasileiro por conta das herméticas tragédias em seus países. A então, Samantha, protagonista da história tem que lidar com essa premissa, além do fato de estar num relacionamento não tão bem agradável com Albertino. E para piorar, o narrador, um sabe-tudo, que parece que conhece tudo, que acha que entende cada detalhe de Samantha por quem ele é apaixonado, um narrador que forma uma alusão ao positivismo, se prende nos seus próprios conceitos, é como se o narrador fosse o construtor de seu próprio labirinto do minotauro e quando se percebe, está preso. O livro se foca em questões sociais, tem um sarcasmo que não se enquadra do politicamente correto e abusa das tragédias para falar sobre a Ética nessa sociedade brasileira. Até que ponto a Ética que rege o mundo de Samantha se distancia dos imigrantes.
               
Você se identifica com a personagem Samantha? Com o modo de pensar ou agir dela?
Não e sim. Algumas coisas de Samantha pertencem a mim, claro. Mas outras são somente pertencente a própria criação de Samantha. Delimitar isso é um trabalho impossível, porque a personagem ganha tamanha vida própria que no fim do percurso, quando se termina de escrever o livro, Samantha já não tem nada a ver comigo. Tem vida própria e respira sozinha.

Você acha que a leitura do seu livro pode ajudar os leitores a “abrir os olhos” em relação à situação do Brasil?
Não entendo por aí, meu livro não é um conceito a ser vendido e nem opiniões fascistas de que Eu tenho uma verdade e quero que as pessoas entendam como eu. Não estou vendendo um paradigma. O que desejo é sobretudo, propor uma reflexão em cada leitor. Que ele pense neste romance e analise a si próprio. Apenas isso, o que virá dessa reflexão é cada leitor que decide e cada leitor que constrói. E como já diria Saramago, “a literatura não serve para nada”, ou como diria Bolaño “A literatura não é inocente”.

Teve algum livro que serviu como inspiração para escrever Ordem e Progresso?
Romances Machadianos, Peças de Augusto Boal, livros de Saramago e livros acadêmicos sobre a antropologia do brasil de Darcy Ribeiro, Sergio Buarque de Hollanda entre outros.

Em sua opinião qual a mensagem principal que o livro transmite ao leitor?
Como quase respondi na pergunta 3, não teria uma única mensagem. Tem mensagens que formam toda uma cultura ao redor do livro. O fantástico nesse livro, que está mais próximo da literatura latina e de Saramago, é como olhar a situação por um ângulo não visto antes e questionar. Questionar a si próprio. Como por exemplo no livro de Saramago Intermitências da Morte.

Como surgiu a idéia de utilizar um narrador observador que ao mesmo tempo em que narra a história também participa dando opinião e comentando sobre sua paixão pela protagonista?
Dos livros contemporâneos que tenho lido bastante. Também, devo confessar que isso não fui o primeiro a fazer, não sou nenhum gênio. Meu próprio pseudônimo P.P.F. foi inventado por mim quando tinha 16 ou 17 anos, e comecei a escrever a partir da leitura de O Apanhador do Campo de Centeio de J.D. Salinger. Como Salinger queria se ocultar atrás de seus livros e não aparecer, usava esse pseudônimo acobertando seu nome. E na história do Salinger, era o inverso, ele se revelava como narrador que sentia, sofria e vivenciava toda a tragédia contemporâneo durante o percurso no livro. Acho que tudo começa ai, na leitura desse livro. Afinal, sem livros lidos, nunca existirá um escritor, ou a formação de um escritor.

Algum projeto novo em mente?
Tenho bastantes projetos. Estou escrevendo um curta, tenho um livro sobre a existência de um jovem que tem que enfrentar a vida sozinho. Tenho alguns romances prontos para serem publicados, se der certo. E estou fazendo uma peça de teatro também. Primeiro eu escrevo, depois vou pensando no resto.

Para finalizar: gostaria de deixar algum recado para os leitores do blog?
Espero que gostem do livro e se não gostarem palpitem, debatem, façam críticas, que elas são fundamentais para qualquer escritor. Como já disse, achar que tenho o conhecimento seria fascismo. Ninguém faz nada sozinho, mesmo o escritor que muitas vezes parece um artista isolado, ele dependo de leitores e suas opiniões, da crítica e assim por diante. Obrigado por tudo, principalmente ao blog e a Amanda Nello. Atenciosamente P.P.F. Simões. E desculpa a demora na entrevista. Mais informações sobre o meu livro, visitem o meu blog. 

Agradeço ao  P.P.F. Simões pela entrevista, e deixo aqui o link do blog dele: http://www.ppfsimoes.com/

3 comentários:

  1. Oi Amanda!
    Não conhecia o autor,mas adorei a entrevista é sempre bom conhecer novos talentos.
    Tem post novo no blog se puder passa lá para conhecer a Vanessa Sueroz.
    Bjos Fabi
    http://roubando-livros.blogspot.com

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  2. Bom dia :)
    Não conhecia o autor mas meus parabéns pela entrevista :)

    Abraços e cuide-se

    RIMAS DO PRETO

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  3. Adorei a entrevista flor, gostei muito de suas perguntas e das respostas da autor tb... mais um livro pra minha lista ^^

    beijos
    http://dailyofbooks.blogspot.com.br/

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