#Resenha - Anoitece no Iraque

sábado, 27 de abril de 2013

Ficha Técnica:
Livro: Anoitece no Iraque
Autor: Patrick Ericson
Editora: Geração
ISBN: 9788581300719
Páginas: 472
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Minha Opinião:
Após perder a esposa e o filho em gestação, o tenente norte americano Jack Parsons tem sede de vingança. Então resolve participar da invasão dos Estados Unidos ao Iraque para castigar os culpados por aquele holocausto que matou sua família.
O que no inicio era apenas uma oportunidade de fazer vingança com as próprias maõs, acabou se tornando algo bem maior. Jack descobriu que o atentado que ocorreu no dia 11 de Setembro estava relacionado com uma conspiração denominada “Nova Ordem Mundial”. E que toda a motivação para esse confronto parece ser na verdade o controle do Petróleo.
Percebendo que os americanos podem ser os verdadeiros culpados pela morte da sua esposa ele decide se apoderar do Projeto Brainwashin (“lavagem cerebral”), para comprovar um plano de dominação mundial que vem sendo colocado em prática sem ninguém perceber.
Esse é um romance que te faz questionar o que é verdade e o que é ficção por trás da tragédia do  11 de Setembro e da invasão ao Iraque.
Mesmo sendo uma história sobre guerra e conspirações, que em parte realmente aconteceu, o autor consegue narrar os fatos com imparcialidade e sem “tachar” um lado como certo e outro como errado.
O livro é muito bem escrito, Patrick conseguiu manter histórias paralelas que em determinado momento se cruzam de maneira inteligente.
Infelizmente o começo do livro fala muito sobre armas e táticas de guerra, coisa que para quem não entende do assunto acaba se tornando chato e deixando a leitura cansativa. Mas vale a pena insistir na leitura porque o foco da história é interessante.
O prólogo do livro se passa em 1998 na Escócia, depois disso o primeiro capítulo se passa no ano de 2003 em Nova York então da para notar que a história se passa em vários lugares. Por causa disso todos os capítulos começas com data e local, as vezes até hora, para situar o leitor sobre o que esta acontecendo.
Essa edição tem algumas falhas de digitação, mas nada que chegue a atrapalhar a leitura. As folhas são levemente amareladas, fonte de bom tamanho e a capa foi muito bem desenvolvida combinando com a história.
Recomendo a leitura para quem gosta dessa temática de guerra e se interessa por esse lado polêmico sobre a guerra do Iraque. Com certeza vai ser um livro que vai te prender do começo ao fim.

Um trecho do livro:
"Parsons compreendeu, assim que regressou ao inferno da guerra, que toda aquela conversa de que iam devolver a dignidade ao povo iraquiano não era senão uma cínica desculpa urdida pelos políticos de seu páis, para aplacar a consciência dos contribuintes. O verdadeiro sentido daquele conflito consistia, única e exclusivamente, em uma promessa não cumprida e um espólio encoberto. (...) Não Regressariam a seus lares até que não houvessem extraído ao máximo as riquezas ocultas sob as areias do deserto." pág. 276


Sobre o autor: Patrick Ericson, pseudônimo de José María Fernández-Luna Martínez (Alhama de Múrcia, 1962). Compartilha seu trabalho como gestor imobiliário com fascinação pela literatura, que lhe vem de sua tia Concha Fernández-Lua, escritora de contos infantis e ganhadora de vários prêmios literários. Também é colaborador de várias revistas como Aguilas Magazine e Alhama, e ultimamente da revista Entrelíneas. Em 2010, a Geração lançou seu best-seller O Símbolo Secreto, romance sobre a maçonaria.

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2 comentários:

  1. Ultimamente tenho estado bem interessada em livros de guerra! Sua resenha ficou ótima!!! Vou colocar em milha lista de desejos ;D

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  2. Também li o livro e gostei tanto que estou relendo. Pelo que procurei do autor ele é do tipo que gosta de "história oculta" (tanto é que ele tem livro sobre a maçonaria). Não sou muito fã deste tipo de abordagem pelo simples fato de que não precisamos descobrir se houve ou não uma maquinação de magnatas para escrever um projeto Brainwashing. Os fatos é que as invasões ao Afeganistão e Iraque não foram feitas para "exportar a democracia", "combater o terror" (nem existia al-Qaeda no Iraque antes da invasão) ou para procurar "armas de destruição em massa". Isso pelo simples fato que os EUA não se envolveriam nesse bilionário esforço de guerra só para ajudar e "libertar" os povos daqueles países, enquanto no próprio país, nos EUA, o povo sofre com desemprego, falta de saúde pública e etc. As ações dos EUA mostram que eles estão atrás de uma coisa: petróleo. Acho, inclusive que o "combate ao Estado Islamico" é a continuação da guerra pelo petróleo disfarçada convenientemente de Guerra ao Terror.

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