#Entrevista - Leonel Caldela

segunda-feira, 6 de maio de 2013




Olá Pessoal, tudo bem?  Hoje trago para vocês mais uma entrevista, dessa vez com o Leonel Caldela autor do livro O Código Élfico. Espero que gostem!





Poderia se apresentar para os leitores do Blog?
Sou o Leonel, 33 anos, escritor, nerd de coração, viciado em café, praticante de boxe, leitor lento mas obsessivo, dono de dois gatos. Prazer!

Quando surgiu a ideia de escrever O Código Élfico?
Veio quando o Raphael Draccon estava começando a estruturar o selo Fantasy. Estávamos conversando no telefone, e ele me convidou para fazer parte. E já veio com uma ideia, que se resumia a uma frase: “Um grupo de cientistas cria um elfo em um laboratório”, ou algo assim. Eu não sabia o que fazer com aquele conceito, mas comecei a quebrar a cabeça. Ao mesmo tempo, eu estava desenvolvendo uma história de RPG para jogar com meus amigos. O cenário era um mundo de deuses profanos, conspirações místicas, poderes sobrenaturais... Não parecia combinar em nada com a ideia do Draccon — mas comecei a analisar a mitologia em torno dos elfos, e fui vendo vários paralelos com raças sobrenaturais sinistras, principalmente aquelas criadas por H.P. Lovecraft. Então decidi combinar os dois elementos: os cientistas seriam também cultistas, os elfos teriam um lado sombrio, o livro seria uma história de heroísmo contra poderes monumentais, de triunfo contra uma escuridão imensa. Uma mistura meio improvável, mas me deixou entusiasmado!

Quais são seus autores favoritos?
Rubem Fonseca (pela linguagem e narrativa ágil), Bernard Cornwell (pelas batalhas e pelos personagens cativantes), Clive Barker (pelo horror de tirar o sono), George R. R. Martin (pela construção de mundo e impiedade), Neal Stephenson (pelas ideias geniais)... E vários outros!

Você se identifica com algum dos seus personagens? 
Com certeza! Acho muito difícil escrever sem criar identificação com os personagens. Em alguns momentos, é complicado — como quando preciso achar algum ângulo no pensamento de um vilão para me apegar e entender seu ponto de vista. Em outros momentos, é fácil e inevitável. Algo assim aconteceu com Nicole, a protagonista de O Código Élfico. Ela deveria ser essencialmente a parceira de Astarte (o tal elfo criado em laboratório). Mas, ainda nos estágios de planejamento do livro, Nicole praticamente exigiu ser a personagem principal, às vezes sobrepujando o próprio elfo! Comecei a me identificar muito com ela. Não em termos de histórico (nada sobrenatural aconteceu comigo...), mas de personalidade e objetivos. Muitas vezes Nicole acabava representando uma visão ideal de mim mesmo. Outras vezes, era um espelho de medos ou erros do passado. Talvez não tenha sido por acaso que, quando eu estava terminando o trabalho no livro, tenha conhecido, na vida real, alguém bem parecida com minha própria personagem...

Quais seus planos para o futuro?
Escrever! Tenho uma inquietação muito grande quando não estou produzindo. Quero escrever cada vez mais, disponibilizar meu trabalho para o público, ser lido. A parceria com a Fantasy está apenas começando, e quero lançar ainda muitas obras por este selo. Gostaria que O Código Élfico se tornasse bem conhecido entre os leitores, pois considero o livro meu melhor até agora.

Quais palavras você usaria para definir o seu livro?
Acho que a melhor forma de defini-lo é por uma série de oposições. Escuridão contra esperança. Humanidade contra raças imortais e superiores. Memórias do passado contra planos para o futuro. Isolamento contra amizade. Medo contra amor. No fundo, O Código Élfico é a história de pessoas comuns (ou quase) enfrentando um inimigo aparentemente invencível — mas nunca deixando-se intimidar. É a história de uma garota que se ergue acima do que sofreu no passado. De um homem (bem, um elfo...) que não se deixa definir pelo ambiente onde foi criado. É uma história de batalhas, conspirações, mistérios, um toque de terror... Mas, no centro de tudo, é a história de um casal.

Agora algumas perguntinhas rápidas:
Um livro: Só um? Ok, A Grande Arte, de Rubem Fonseca.
Um autor: Bernard Cornwell.
Uma música: Qualquer uma dos Ramones. Hoje, especificamente, meu gosto está mais para The KKK Took My Baby Away.
Um filme:  Hoje vou ficar com Kill Bill.
Uma frase: “A vida não é o bastante” – Luiz Antônio de Assis Brasil, meu professor e mestre de escrita
Um sonho: Ser lido pelo maior número de pessoas possível.

Para finalizar: gostaria de deixar algum recado para os leitores do blog?
Muito obrigado pelo interesse! E obrigado por frequentarem blogs literários, escreverem sobre livros, pensarem sobre literatura. Vocês estão fazendo a leitura se popularizar no Brasil! E, é claro, confiram O Código Élfico – vocês vão descobrir que o verdadeiro arqueiro nunca dispara uma única flecha!

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5 comentários:

  1. noossa, curti muuito a entrevista!! ;D

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  2. Indiquei seu blog, pra receber esse selo!
    entre nesse link e receba:
    http://literamore.blogspot.com.br/p/selos.html

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Queria muito ler O Código Élfico, mais ainda agora depois de saber que o Leonel Caldela é muito legal. Adorei a entrevista

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